Página atualizada em
09/03/2012
Tomei emprestado o título de um filme bem
conhecido, para chamar a atenção para algumas teorias que tentam
explicar a
atitude da Eutelsat e da Hispamar.
Pirataria
1 - Eutelsat : Devido à enorme pirataria de sinais de TV PAGA
via satélite, com o uso do AZBOX e similares, que utilizam o
satélite TelStar 12 para transmitir as chaves (keys) que permitem a
pirataria, causando enormes prejuízos à SKY, Embratel, Telefonica e
outras empresas poderosas, a Justiça ou pressões políticas estão
pressionando a Eutelsat, dona do satélite, a impedir essa
distribuição.
Custos e Ocupação
2 - Eutelsat : O satélite Atlantic Bird 1 estava
lotado, e por isso algum tempo atrás a Eutelsat teve de migrar para
o satélite TelStar 12, da qual ela tem participação, mas não
proprietária. Isso elevou os custos. E parece que o TelStar 12
também está lotado, assim fomos simplesmente despejados !
3 - Hispamar / Hispasat :
A Hispamar ofereceu muito tempo atrás acesso
unidirecional, mas ela descontinuou o serviço.
Provavelmente, a banda inicialmente disponível
foi comercializada, e não está mais disponível.
Mercado
4 - Hispamar : A Hispamar é uma empresa nacional,
e seus sócios são :
TELEMAR (atual OI) - Empresa de telecomunicações,
à qual não interessa concorrer com seu produto VELOX.
HISPASAT - Empresa espanhola de telecomunicações,
que tem como sócias a Telefonica de Espanha, que no Brasil fornece o
SPEEDY , e a própria EUTELSAT, que fornecia a banda para o acesso
RAGIO.

Tanto a Hispamar como a Telemar tem sócios que oferecem acesso Banda
Larga ADSL, e provavelmente não querem ter um concorrente de maior
custo e baixa venda (comparado com ADSL).
5 - Eutelsat :
A Eutelsat parece que está com seus satélites
lotados, e breve lançará outro satélite para o Brasil.
Vejam a notícia :
http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=29436&sid=8
Eutelsat fica com posição orbital da Hughes e vai oferecer banda larga
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Luís Osvaldo Grossmann
::
Convergência Digital
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06/03/2012
A
francesa Eutelsat, maior operadora europeia de satélites, levou a melhor
na disputa pela última posição orbital oferecida pela Anatel – em leilão
que precisou ser retomado após a saída da HNS Americas (da americana
Hughes) de uma das “vagas” arrematadas em agosto do ano passado.
Com as ofertas da Anatel de posições para exploração da banda Ka, o
objetivo da Eutelsat é semelhante aos demais concorrentes: “Queremos
oferecer banda larga para uma comunidade o mais alargada possível”,
resume o diretor-gerente Joaquim Pedro Lima.
Após uma disputa com a líder mundial Intelsat, que estacionou no lance
de R$ 13,3 milhões, a vencedora arrematou a posição por R$ 14, milhões –
acima da proposta inicial da Eutelsat, de R$ 6,4 milhões, mas bem abaixo
dos R$ 35 milhões que a Hughes “ameaçou” pagar em agosto do ano passado.
A Eutelsat estuda lançar um novo satélite para ocupar a posição 65o
Oeste, a primeira “brasileira”, apesar de já atuar no país com outros
satélites, especialmente em radiodifusão e transmissão de dados para
clientes corporativos, inclusive órgãos públicos.
“Já temos experiência. Na Europa, operamos alta capacidade de
transmissão de dados na banda Ka, com ofertas de 10 Mbps, mas que podem
chegar a 40 Mbps”, explicou o diretor da subsidiária brasileira, Eloi
Stivalletti, sinalizando os planos para a operação local.
Hughes
O leilão de quatro posições orbitais foi realizado pela Anatel em agosto
do ano passado, quando a HNS Americas (da Hughes) e a StarOne (Embratel)
dividiram a vitória. Os mexicanos, porém, reclamaram que a posição
escolhida pelos americanos (68,5o O) interferiria em uma das suas (70o
O).
A HNS/Hughes, no entanto, preferiu não indicar uma posição alternativa e
retirou a proposta de R$ 35,2 milhões que a fizera vencedora desse lote.
A decisão da Anatel foi, assim, retomar a oferta do lote com as outras
quatro empresas que dele participaram – ainda que, pelos valores
originalmente oferecidos, SES e Hispamar (Oi) não pudessem fazer novos
lances.